"Eu que não sei quase nada do mar
Descobri que não sei nada de mim"
O mundo não muda , as mentalidades não mudam .
O homem oferece resistência á mudança.
Mesmo que hajam pontualmente pessoas bem intencionadas em renovarem hábitos bafientos e proveitosos só para uma elite ou para próprio beneficio de quem o sabe tirar através de mercados financeiros desregulados, esses mesmos aventureiros serão recordados somente como alguém que quis mudar a história e nada mais.
Os media , os governos e os legisladores estão directamente dependentes de quem lhes dá poder para poderem auto garantirem-se financeiramente e neste momento não existem interesses em salvar países, estados ou sociedades da banca rota.
Quem sabe fazer dinheiro , fá-lo na sombra dos outros e para ter um imediato lugar ao sol . O tempo, a experiência e o trabalho já não fazem riqueza nem novos ricos. Hoje existem espertos que se gabam de saltar muros da decência financeira para seu próprio beneficio e os que não se gabam fingem estarem numa situação aflita como a maior parte das sociedades em perigo de colapso financeiro.
Já não vejo o jornal na televisão e pouco falta para deixar de ler o jornal.
O que se passa no mundo nada é mais do que uma pantomina encenada por homens de colarinho branco ,de ar frio e calculista e que se sociabilizam e rodeiam de muita gente para parecerem humanos como os outros.
A vida acontece á minha volta a cada minuto que passa e sou eu que dirijo a minha atenção para o que me faz bem e para o que me alimenta o espírito, esse sim, o único que não pode ser valorizado pelo dinheiro . A única riqueza que esses homens não têm e que nunca compreenderão a razão da sua importância, porque pensam que nunca se sentirão sós e vazios, até...
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
terça-feira, 6 de novembro de 2012
100º pensamento
" O cataclismo não acontece e nós nada fazemos porque estamos de novo no centro da vida normal, onde a negligência adormece o desejo. E, porém, não deveríamos precisar de cataclismo para amarmos a vida hoje. Deveria ser suficiente pensar que somos humanos e que a morte pode chegar esta noite "
Alain de Botton in Como Proust pode mudar a sua vida
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Todas as manhãs são diferentes não pelo tempo ou pelo que se passa na paisagem, mas porque no processo do sono também há regeneração, mutação, mesmo que a sensação seja a de eterna imutabilidade...
Os nossos sentidos enganam o processo de percepção e racionalização por estarem intimamente ligados a um comportamento fisico rotineiro , impedindo assim o livre arbítrio do movimento espontãneo.
Existem manhãs assim...
Quando o sonho nos suspende a vida.
“O meu teclado branco espera por mim todas as manhãs.
Também ele já está a perder o brilho das teclas, sinal do uso desenfreado que lhes dou.
Nem sempre consigo chegar e debitar.
Em algumas manhãs há palavras que se soltam e que pedem para ser ditas.
Noutras tenho de ser paciente.
Esperar que as palavras acordem e se queiram dizer. Nunca me rendo à preguiça delas. Quando elas me parecem mais ensonadas escrevo-as mais devagar.
Para que despertem serenamente e não se digam atropelando-se umas às outras.
Elas lá vêm. Eu, qual mãe dedicada, pego-lhes ao colo.
Embalo-as e transformo-as em símbolos alinhados no
meu teclado branco que já está a perder o brilho das teclas”
Também ele já está a perder o brilho das teclas, sinal do uso desenfreado que lhes dou.
Nem sempre consigo chegar e debitar.
Em algumas manhãs há palavras que se soltam e que pedem para ser ditas.
Noutras tenho de ser paciente.
Esperar que as palavras acordem e se queiram dizer. Nunca me rendo à preguiça delas. Quando elas me parecem mais ensonadas escrevo-as mais devagar.
Para que despertem serenamente e não se digam atropelando-se umas às outras.
Elas lá vêm. Eu, qual mãe dedicada, pego-lhes ao colo.
Embalo-as e transformo-as em símbolos alinhados no
meu teclado branco que já está a perder o brilho das teclas”
“O acto de escrever exige continuidade”.
Al Berto
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
My vegetarian racer
Now that I know that you are eating properly , not forgetting about minerals through seaweeds and proteic oils in the nuts , you can have lots of fun being creative...or asking the chef to be creative.
I forgot to include a pair of glasses made out of algae :-)
Enjoy it!!!
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Sandy soil
Natural disasters always lift up mind quakes.
It has been so, since the passage of the first millennium to the big earthquake in Lisbon during the iluminism currant and thinkers have to re think life...
for nature is the only thing man cannot dominate: its power, its transformation and its capacities for the unexpected.
Man went through a world trip during the romantic period , eager to be acquainted to the various flora and fauna species and was overwhelmed by them , but then, nature was quiet in its path and ready to be contemplated...
If there will be another climate change...nobody knows and even scientists can't know that.
The only thing one can do its to keep respecting and contemplating what nature has to offer us within its rage or its quietude.
These photos are for Jesse and Joel that live in Greewhichvillage and might be off work for they are not replying me back since last night.
Best of luck!
This picture was taken from my balcony this morning: after the storm there must be a rainbow...
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
domingo, 7 de outubro de 2012
Dou por mim a entrar na Basílica da Estrela .
Sabia que era hora de missa e Domingo, mas deixei-me levar como me deixei levar no dia 1 de Novembro de 2005 na igreja de S.Domingos aquando dos 250 anos do terramoto de Lisboa.
Não sou crente e sempre respeitei quem o é, mas sempre evitei entrar em templos na hora das suas homilias.
Não era para ir correr para o jardim da Estrela. Andei que nem uma barata tonta á procura do meu cartão do ginásio que não encontrei e decidi assim, ir para a Estrela.Sabia que ia ser tentada a entrar na capela funerária. Sabia que queria despedir-me de ti e sabia também que não era obrigatório despedir-me oficialmente, aos olhos de todos.
Entrei na igreja já no final da missa. Olhava para os quadros presos a paredes de mármore frias e era assim que me ia distraindo para não verter ali todas as lágrimas que tinha para te oferecer - técnica utilizada quando era adolescente para não chorar nas salas de cinema.
Pensei no teu rosto impávido , sereno , inabalável quando confrontavas os nossos políticos em debates em que os descartavas, pela tua noção e decência de ciência politica e quis ser como tu na minha vida privada ;
queria poder exibir-me como uma fortaleza á beira-mar; queria que todos os homens e mulheres me quisessem confrontar com as mesmas armas ... se de armas tivéssemos que tratar;
queria acima de tudo esconder tão bem como tu, a fragilidade tão inerente ao mundo das emoções e tão susceptível de ser abalado com um simples beijo ou um terno olhar.
E no teu olhar de mulher guerreira sentia a tua fragilidade no momento do impulso do ataque á presa; atacavas de surpresa e era uma morte anunciada para quem te tentava substimar.
Foste uma profissional exímia, infalível e ainda mais, a mulher perfeita para poder acabar uma polémica... com o sorriso mais doce.
Paixão á primeira entrevista desde que te ouvi falar ainda na adolescência.
Quis ser como tu. Quis muito pôr muita gente deste país no lugar deles e remete-los numa caixa postada para a China.
Quis tanto ser implacável que redigi textos livres em jornalismo que depois era obrigada a ler em voz alta para a turma inteira ouvir a força dessa rebelião, indignação e inquietude de temas tão vastos e tão remetidos a tabus.
Quis mudar o mundo, como tu .
Quis dizer-te tudo isto e já disse. Já está. Já me podes ouvir.
Agora já sei que te vou ter que reencontrar neste céu imenso, escuro,mas cheio de estrelas que me iluminam...como tu.
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