segunda-feira, 29 de outubro de 2012


 
" You say you love rain, but you open your umbrella.
You say you love the sun, but you find a shadow spot.
You say you love the wind, but you close your windows.
This is why I am afraid,
you say that you love me too" 
William Shakespear 

domingo, 7 de outubro de 2012



Dou por mim a entrar na Basílica da Estrela .
Sabia que era hora de missa e Domingo, mas deixei-me levar como me deixei levar no dia 1 de Novembro de 2005 na igreja de S.Domingos aquando dos 250 anos do terramoto de Lisboa.
Não sou crente e sempre respeitei quem o é, mas sempre evitei entrar em templos na hora das suas homilias.
Não era para ir correr para o jardim da Estrela. Andei que nem uma barata tonta á procura do meu cartão do ginásio que não encontrei e decidi assim, ir para a Estrela.
Sabia que ia ser tentada a entrar na capela funerária. Sabia que queria despedir-me de ti e sabia também que não era obrigatório despedir-me oficialmente, aos olhos de todos.
Entrei na igreja já no final da missa. Olhava para os quadros presos a paredes de mármore frias e era assim que me ia distraindo para não verter ali todas as lágrimas que tinha para te oferecer - técnica utilizada quando era adolescente para não chorar nas salas de cinema.

Pensei no teu rosto impávido , sereno , inabalável quando confrontavas os nossos políticos em debates em que os descartavas, pela tua noção e decência de ciência politica e quis ser como tu na minha vida privada ;
queria poder exibir-me como uma fortaleza á beira-mar; queria que todos os homens e mulheres me quisessem confrontar com as mesmas armas ... se de armas tivéssemos que tratar;
queria acima de tudo esconder tão bem como tu, a fragilidade tão inerente ao mundo das emoções e tão susceptível de ser abalado com um simples beijo ou um terno olhar.
E no teu olhar de mulher guerreira sentia a tua fragilidade no momento do impulso do ataque á presa; atacavas de surpresa e era uma morte anunciada para quem te tentava substimar.
Foste uma profissional exímia, infalível e ainda mais, a mulher perfeita para poder acabar uma polémica... com o sorriso mais doce.
Paixão á primeira entrevista desde que te ouvi falar ainda na adolescência. 

Quis ser como tu. Quis muito pôr muita gente deste país no lugar deles e remete-los numa caixa postada para a China.
Quis tanto ser implacável que redigi textos livres em jornalismo que depois era obrigada a ler em voz alta para a turma inteira ouvir a força dessa rebelião, indignação e inquietude de temas tão vastos e tão remetidos a tabus. 

Quis mudar o mundo, como tu .
Quis dizer-te tudo isto e já disse. Já está. Já me podes ouvir.
Agora já sei que te vou ter que reencontrar neste céu imenso, escuro,mas cheio de estrelas que me iluminam...como tu.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Se sombras...ao sol !




Normalmente não escrevo sobre livros que me decepcionam, mas porque se fez um alarido desmesurado sobre a trilogia de El James - As sombras de Grey - tenho como dever para com os amigos, não recomendar de todo esta obra.
Para além de ser uma literatura paupérrima em estilo e vocabulário não oferece nenhum fio condutor de história para além do "déjà vu" :" rich boy meets naive , virgin girl " e enfiam-se num quarto de fantasias eróticas para nos contarem como chegar ao orgasmo.
Sendo assim, prefiro viver a minha história !

 Para quem está habituado a ver bom cinema onde o erotismo é uma segunda pele e não o instrumento de masturbação, existem filmes que nos deixaram um gosto do que foram boas histórias levadas para a sétima arte : "Último tango em Paris, "Nove semanas e meia" , " Império dos sentidos", e "Tess" para além de outros mais que me escapam agora.

Na literatura e até hoje, só houve um livro que me perturbou pela sua sensualidade constante num mundo distante e quase fazendo parte de um prazer sonhado , desmistificado após a racionalização da efemeridade dos estados de paixão e de enamoramento ; romance do indiano Tarun J Tejpal - " Longe de Chandigarh - que não está traduzido para português.

 Felizmente que durante esta época que não é alta em trabalho, mas também não é baixa suficientemente para serem apelidadas de férias, também houve tempo para me dedicar a actividades no exterior e rever amigos; conhecer novas gentes e começar a tecer relações que me levarão a outras experiências, essas sim, que são a minha vida.

 Quase como se de um balanço se tratasse , este Verão poderá vir a ser um marco a nível de reestruturação social : devido á crise económica que já se faz sentir : nas bombas de gasolina, nos restaurantes e na hotelaria ( que baixou substancialmente os preços), resta assim - gostaria de acreditar - mais tempo para apreciar a companhia que podemos escolher para partilhar momentos sem fernesins ou barulhos de fundo; a descrença nos media que vem a crescer e a consciência que temos de pensar e questionar para além do que nos é anunciado, pois nem governos têm solução para esta ditadura financeira que nos levou á beira do precipício; a educação superior que começa a deixar de ser vista como a tábua de salvação para um futuro radioso...

 Talvez seja agora que a tradição moura , que nos era tão visceral e que cozinhava cumplicidades entre famílias e amigos, volte ás reminiscências do que já foi : as histórias verbais que se passavam como cordas seguradas por marinheiros ávidos de chegar a bons portos e os olhares sequiosos por conclusões que acusavam urgência em procurar desfechos.
Não quero voltar atrás, só gostaria de seguir o caminho mais aprazível para um dia poder dizer com um grande sorriso : cheguei e vou ficar!



domingo, 9 de setembro de 2012

Ion junkie


Enquanto estou na água a esperar pelas ondas certas penso na sorte que tenho em ter o mar tão perto. 
Há uma concentração maquiavélica e uma abstenção de tempo que só é sentida após o inicio do desgaste físico e aí é quando o cansaço é compensado pela sensação de leveza ... sustentável.
Uma vez em casa , o sono é imediato se me encosto. E aquela mesma leveza que se consegue enquanto se flutua na prancha é - na cama - uma ilusão entre um desmaio consciente e um lento levitar para ficar a boiar nos sonhos...

Procurei uma explicação para os efeitos secundários ressentidos após tal prática que é viciante desde a 1ª vez e encontrei esta que me apraz bastante :

"While surfing, we experience elevated levels of Adrenalin and Dopamine. Adrenaline raises your heart rate and increases your reaction time (the fight or flight reflex), while Dopamine is a chemical neurotransmitter triggered in your body when you are doing something you like. “Adrenaline junkies” – such as big wave surfers – get used to higher levels of these chemicals, as demonstrated by Keanu Reeves in Point Break (see video).
While this adrenalin rush may give us an edge in the water the effects subside quickly once ashore, while surf-stoke remains long after we’re back on the beach. Research suggests these persistent effects of surf euphoria may be attributed to an unlikely candidate: sea spray.
The turbulence created by breaking waves alters the physical structure of the air and water, breaking apart water and air molecules and releasing charged ions* into the atmosphere. On their eternal quest for perfect waves surfers inevitably encounter this altered atmospheric state.
Some scientists are convinced this abundance of negative ions has a positive effect on mood by triggering the release of endorphins and serotonin – the “happy hormones” – and increasing blood flow and oxygen circulation through our bodies."

 http://www.theinertia.com/environment/scientists-froth-on-surf-stoke/?fb_action_ids=4403654570240&fb_action_types=og.likes&fb_source=aggregation&fb_aggregation_id=288381481237582

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Uma questão de confiança...

Existem três nascimentos :
Um primeiro de que não somos responsáveis;
Outro , de que somos responsáveis, por escolhermos a nossa vida;
E um terceiro que é a visão dos outros sobre nós, tão incerto quanto o primeiro.

Porque a confiança é um sentimento que se adquire pela relação que se constrói com alguém e com quem se partilha algo de único;

Porque a confiança é adquirida pelo passar do tempo que nos valida esse estar de beneficio em relação a outro;

Porque quebrar essa benesse é desprezar essa dádiva que nos é presenteada; 

Porque confiar em alguém pressupõe que tenhamos estima por essa pessoa;

Porque a confiança requere estabilidade e constança; 

E porque confiança requere respeitar o outro e ser respeitado ;

Desconfio, que quem não confie, não é digno de confiança.
E sem confiança não há relação possível! 

Quem quiser ficar, fique por bem.
Quem não for confiante, passe ao largo, obrigada!
Há sempre um buraco para cada minhoca...
Muitas ... nunca chegam a ver a luz do dia!




Tell me what you do, I tell you how transparent you can be

Just thought about sharing this... as one knows, how much responsability hedge funds have within the financial world...


segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Walking on water

The freedom of having no consciousness of time,
The greatness of feeling weightless,
The dare to be fearless,
The chance to walk on water
and flying on dreams
The urge to drink water from an oasis
when drying out on the desert
(The void felt by, simply, not daring...)
The sight
Shortened by daily obsessions
Not ever knowing how beautiful and light life can be...just for once... in your life time.


To my brother , Bijou